ROBERTO PINHEIRO ACRUCHE PROCLAMADO INTELECTUAL DO ANO DE 2014.

ROBERTO PINHEIRO ACRUCHE PROCLAMADO INTELECTUAL DO ANO DE 2014.

MEU PRIMEIRO LAR


MEU PRIMEIRO LAR

Meu primeiro lar!...

Tenho ainda na memória

cada dia, cada imagem

e que hoje é só saudade.

Meu primeiro lar!...

Quantas lembranças queridas,

aquilo sim, é que era vida.

Meu primeiro lar!...

De onde vi pela primeira vez

a luz do sol a brilhar,

a beleza do luar

prateando aquele pomar

que o cercava de verdes e frutos.

Não sei quantos anos foram precisos

para o meu pai construir aquele paraíso!

Somente sei,

que a lembrança vai durar por todos os anos do meu viver.

Meu primeiro lar!...

Meu berço, que abrigou o meu nascimento,

que testemunhou o meu primeiro choro

o meu primeiro sorriso

os meus primeiros passos

os primeiros abraços,

todos os meus primeiros momentos...

Ah! Meu primeiro lar,

que me ouvia falar, cantar...

que assistia o meu adormecer

e o meu despertar.

Meu primeiro lar!...

Onde reinou a felicidade

onde nunca vi maldade

onde a solidariedade

também fez morada.

É como conto de fada...

Um sonho realizado.

Foram doze anos abençoados

ali intensamente vividos

junto aos meus irmãos e pais queridos.

Ah! Meu primeiro lar,

não tenho o seu retrato comigo

mas a sua imagem eu não consigo

remover da mente.

Lembro... Na frente...

Aquele jardim...

Um horto de rosas, cravos, dálias,

gira-sol e jasmim,

perfumando o ar que ali respiramos.

Havia um pé de papoulas, sempre florido,

complementando o colorido

daquele Éden aqui na terra.

Meu primeiro lar!...

Saudade é muito pouco

para expressar o que sinto.

Como voltar ao tempo?

Para reviver aqueles momentos

desde o meu nascimento

até a infância vivida.

Sei da impossibilidade,

todavia, a nostalgia de agora,

faz fluir a realidade...

Vivi a felicidade.

Meu primeiro lar!...

Hoje apenas sonhos, imaginação.

lamentação do dia

que fui para matar a saudade

e não mais o encontrei...

Que mãos o derrubaram, não sei!

Estava tudo no chão...

O pomar, onde tanto brinquei,

os pássaros cantavam,

os frutos colhia,

não mais existiam.

Amargurado, consternado, retirei-me calado,

e por anos passados,

não retornei ao lugar.

Resta somente agora, um solo abandonado...

Cercado com arame farpado.

Ah! Meu primeiro lar,

pudesse eu reconstruí-lo

refazer tudo aquilo...

Na varanda ficaria

na imaginação refletindo...

Crianças alegremente correndo,

frutos amadurecendo,

flores resplandecendo,

pássaros gorjeando,

sol se pondo,

a lua surgindo

céu estrelado...

Os meus pais sorrindo...

Seria... Inexplicavelmente lindo.

Meu primeiro lar...

Preciso essa saudade afogar

ao menos idear

que a felicidade venha ressurgir...

Se as nuvens passam e voltam

se as tempestades vão e voltam

se o sol e a lua vão e voltam

por que, só você, não volta pra mim?

Roberto P. Acruche

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