ROBERTO PINHEIRO ACRUCHE PROCLAMADO INTELECTUAL DO ANO DE 2014.

ROBERTO PINHEIRO ACRUCHE PROCLAMADO INTELECTUAL DO ANO DE 2014.

NOVO LIVRO

Está em faze de formatação um NOVO LIVRO de minha autoria, recheado de poesias. A espectativa é que fique pronto até o ínicío de novembro. Trata-se de uma obra literária, a primeira no gênero, neste Município.

Entre os poemas e sonetos selecionados, este deverá ocupar uma das páginas:
SINOS DA LIBERDADE
Sinos da Liberdade...

Seu badalar invade-me a alma,

faz-me respirar o ar da esperança,

sonhar o sonho de criança,

acreditar que a liberdade

é mais que um direito.
Liberdade...

De caminhar, falar, viver...

Direitos meus e seus!

Dádiva dos céus, dádiva de Deus.

 

Ah! Liberdade...

Que sua majestade

dure para sempre – inteira...

Do jeito e maneira

como o vento sopra a brisa

e as águas descem nas cachoeiras.


Liberdade...

De sermos iguais ou desiguais...

Que diferença faz?

Não importa a cor, o grau,

a religião, a cultura, a ideologia...

Somos todos mortais.

-CRIATURA - SER HUMANO




CRIATURA

Tenho a força das águas
que cortam os vales,
rompem as barreiras
e vazam as pedras.

Tenho a têmpera do fogo
que queima,
que arde,
que o coração invade,
que transforma a madeira em carvão,
que é luz, é mistério,
que liquefaz os minérios.

Tenho a dureza da pedra,
do ferro,
do aço,
do diamante.

Tenho a conduta do vento...
Às vezes rápido,
às vezes lento,
ora  delicado como a brisa,
ora violento, tal qual um furacão
tempestuoso, tal qual um tufão.

Tenho a fragilidade da vida,
o enigma da sorte,
a eternidade da morte.
Sou humano!
                                                     Roberto Pinheiro Acruche

MAIS POESIAS


A SAUDADE

Saudade... Qual é a sua cor?
Por que estou sentindo-a
tão junto a mim e não consigo vê-la?
Não me atormente ainda mais
com este silêncio,
além desta dor que me rasga o peito.

Porque você não aparece
e desvenda logo esse mistério?
Você sabe onde me encontrar!

Vou estar nos mesmos lugares,
sentado na areia olhando o mar
ou nos mesmos bares
consumindo a noite.

E se acaso não me encontrares
pergunte pra solidão...
Somente ela saberá dizer
o meu paradeiro.
Mas não demore mais;
faça antes da tristeza
me levar por inteiro!... 

                                             Roberto Pinheiro Acruche




ARCA DOS SONHOS

Às horas passam
e eu me curvo diante
do tempo
que também passa... Que passa!...
E eu preso na arca dos sonhos,
fantasiando a vida.
Quando acordar
desta aspiração
liberto do devaneio,
quem sabe ainda haverá tempo
para realizar os sonhos?
E se não houver tempo
e se não realizar meus sonhos,
valeu à pena ter sonhado!

Roberto Pinheiro Acruche



AUSÊNCIA

A tua ausência transforma a noite em um suplício,
faz a formosura da lua desaparecer no infinito
e as estrelas no céu perderem o brilho.

A solidão minha constante companheira
cresce no silêncio  que constrói um assombroso vazio, enquanto as canções evolucionam a saudade.

E não há como se esquecer do passado
quando a caminhada era ornamentada
pela beleza das flores e perfumada em todos os momentos...
Mesmo quando a natureza disseminava as tempestades, com chuvas, trovões e ventos.

A brisa tinha a fragrância dos lírios
e os teus suspiros eram o meu alento.

A tua ausência, sentida nesse momento,
quando o pensamento
é todo reservado a ti,
faz explodir no peito a angústia
dessa solidão que abruma
ainda mais, essa noite triste e vazia.

Roberto Pinheiro Acruche




SAUDADE

Sentia uma dor no peito
emotiva, impulsiva, descontrolada...
Não passava por nada,
não tinha jeito!
                Percebi de repente
                que uma gota de água quente
                corria em minha face.
        Procurei enxugá-la rapidamente
        sem alcançar o porquê
        da tamanha aflição
        que machucava o coração
        e me embaraçava a mente.
Parei com tudo, em razão da dificuldade
de cumprir qualquer atividade
tolhido pela complexidade
do meu sentimento.
             E foi nesse momento
            que transbordou a verdade;
            a aflição que me deixava indisposto,
            a lágrima que me molhava o rosto,
            a dor que não mais cabia no peito
            atirando-me ao leito,
                        Era...

               SAUDADE!

                                       
Roberto P. Acruche



QUANDO

Quando as gotas d’água
romperem as pedras dos meus caminhos,
cicatrizarem no meu peito as feridas
provocadas pelos espinhos
da desilusão...
Quando o tempo
arrancar do meu coração
as seqüelas da falsidade
e a perfídia for tragada
pela fidelidade...
Quem sabe,
encontrarei razão para viver
e os meus versos
falarão de um outro amor?

                           Roberto Pinheiro Acruche

MINHA POESIA




AO TE VER PASSAR

 
Tu és muito bela; e bem sabe disso!
Quantos olhares tu finges não ver?
A tantos provoca com o teu feitiço...
E vaidosa, se preenche de prazer.

 
Quando tu passas faz um rebuliço;
-Gostosa! Logo escuta alguém dizer...
Envaidecida, vai sem compromisso,
seguindo e fingindo não perceber.

 
Quantos te levam na imaginação
e longe se esvaí da excitação
sem que tu de nada venhas saber!

 
Provocante, continua passando;
e de gostosa, outros vão te chamando,
se deleitando mesmo sem te ter.
Roberto P. Acruche




DESCOMPASSO



Via-te passar, minha linda flor!
Graciosa, seguia em lerdos passos,
deixando meu coração sonhador
sacudindo no peito em descompasso.

 
Faze de mim, agora, o teu amor...
Agasalha-me com forças em teus braços;
deixa-me abrasar-me com teu calor,
bendizendo os teus beijos e teus traços.

 
Venha, quero ficar bastante louco,
não vou querer me contentar com pouco,
desejo-te assim, totalmente nua...

 
Arranque esta veste que te compõe,
livra de tudo que te sobrepõe...
E me exponha esta beleza que é tua!

 
Roberto P. Acruche


INCOMPARÁVEIS DIAS


 
Imperturbáveis foram os dias
De paixão e amor desmedido
Que rasgamos nossas fantasias
Num encontro de ternura vivido.

 
A imensidão daqueles momentos
De aspiração e sonhos realizados
Avivam nos meus pensamentos.
São a todos os instantes lembrados.

 
Ocasião incomparável, agora saudade!
Dos delíquios arrebatadores
Convividos com tanta intensidade

 
A imagem da mulher atraente
Dos aconchegos, fascinante, envolvente...
Verdadeiro encontro com a felicidade...

 
Roberto Pinheiro Acruche



BEIJA-ME

 
Beija-me com esses lábios sedutores,
quero sentir a doçura de tua boca.
Beija-me com esses lábios dourados,
venha, beija-me, estou alucinado,
para tocá-los com os meus.

Beija-me com esses lábios quentes,
me dê um beijo ardente,
livra-me dessa loucura,
desse desejo insano.

Quero beijá-la com paixão,
quero beijá-la com ternura;
livra-me dessa amargura,
de viver, dormir, sonhar e acordar
imaginando o deslumbramento
de ganhar os beijos teus....

Beija-me!...

Roberto P. Acruche





FOGO DE PAIXÃO


Não me importa que sejas falsa,
traiçoeira, fingida, sem nada no pensamento
e que só queiras amor por um momento.

O que eu quero e me queimar nesta fogueira
me torrar uma noite inteira
até que faças de mim, carvão!

Não necessariamente
na noite de São João,
não importa o dia, o mês a estação...

O que eu quero e me arder de paixão.

Roberto P. Acruche




AMOR MAIOR

Amor maior que habita em minh’alma
santos são Teu caminho e Tua verdade,
livra-me do mal e salve a minh’alma,
perene seja a Tua glória e vontade.

 
Tu és o alimento santo de todos os dias,
o perdão do pecado original,
o vinho que sacia a minha sede,
o meu escudo contra todo o mal.

 
Provoque-me e tente-me com a Tua palavra,
que esta tentação esteja sempre em mim,
não deixe o destino me apartar de Ti...

 
Que eu não ofenda e nem seja ofendido
que em cada ser encontre um amigo,
não sinta ódio por ninguém;
e que assim seja consecutivamente...

 
Roberto Pinheiro Acruche




CAMINHOS

Caminhos... Caminhos!
Cada um com a sua história,
cada um com um destino!...

Caminhos que levam e trazem;
caminhos cruzados, esquecidos, abandonados;
caminhos que se encontram;
caminhos que se perdem!...

Caminhos do medo, da incerteza e da revolta;
caminhos dos enganos e dos desenganos,
onde durante anos aguardei a sua volta!...

Caminho da insensatez, da vaidade;
pelo qual você foi
deixando de vez
um peito angustiado,
sofrendo de saudade.

Roberto Pinheiro Acruche

Quem Sou eu

Eu sou um caso,
um ocaso!
Eu sou um ser,
sem saber quem ser!
Eu sou uma esperança,
sem forças!
Eu sou energia,
ora cansada!
Eu sou um velho,
ora criança!
Eu sou um moço,
ora velho!
Eu sou uma luz,
ora apagada!
Eu sou tudo,
não sou nada!
Roberto P. Acruche

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