ROBERTO PINHEIRO ACRUCHE PROCLAMADO INTELECTUAL DO ANO DE 2014.

ROBERTO PINHEIRO ACRUCHE PROCLAMADO INTELECTUAL DO ANO DE 2014.

O VELHO PESCADOR


O VELHO PESCADOR


Na beira do mar,
vi o pescador chegar,
trazendo nos ombros a tralha,
o remo e o puçá.


Mais uma vez, mesmo já velho e cansado,aquele homem voltava trabalhar.

Seu pequeno barco,
movido a remo e a vela,
esta - envelhecida e remendada,
também já cansada
de tantas idas e vindas,suportando os ventos, o calor do sol,

a água salgada,

mesmo sem ser lavada,
era enrolada e amarrada
num pequeno mastro que a sustentava.


Empurrando a embarcação,

atravessando as primeiras ondas,
lá ia aquele cidadão, com o remo na mão,

de pé na popa da embarcação;
e movimentava com seus braços as remadas apressadas,

levando seu batelão,

invadindo aquele marzão...
Quase infinito... Bonito!...


Levando consigo a esperança inabalável,

que naquele dia, seria o dia do pescador,

sonhador, que sem temor,
ia buscar o sustento da sua vida, do seu amor,

que na praia ficou,

rezando pro Nosso Senhor,
conduzir aquele bravo lutador,
que nunca se entregou e nem desacreditou,

que era ali, nas águas daquele mar,

muitas vezes embravecida,

que a sua vida, já tão vivida,
encontraria a comida,
que fortalecia o corpo,
que sustentava a sua alma,
que com toda calma,

cumpria sua missão.


Aquele homem,
sozinho na embarcação,
jogava a rede, soltava e amarrava a vela,
manipulava o arpão,
pra puxar o cação,

que naquele dia veio-lhe as mãos.


Premiado... Sorte... Dádiva? Não sei não!
Será que vale pena?
Aquele homem,
numa embarcação tão pequena,
enfrentando as águas, nem sempre serenas,
cansado, envelhecido, maltrapilho, descalço,
molhado, pelos raios do sol queimado,
e a tantos anos lutado... - lutado...
Sem nunca ver melhorado a sua vida sofrida...
E a do seu amor, que na praia rezou,
quando o viu partir,
pelo mar adentro seguir,
temendo por saber, o perigo que todos os dias,

seu velho pescador enfrentaria,
sofrendo pela mesma incerteza e preocupação.
Por que razão o velho pescador solitário, cansado, não muda de profissão?


Seria promessa, teimosia, indiferença, fé, crença, ironia do destino?... - Que desatino!...
Seria compromisso divino, mistério, ideal, amor profissional?...


Paciência... Esse caso...

Este elo... O homem e o mar...
Nem a ciência será capaz de desvendar.
Somente Deus, pode explicar!


Roberto Pinheiro Acruche

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Quem Sou eu

Eu sou um caso,
um ocaso!
Eu sou um ser,
sem saber quem ser!
Eu sou uma esperança,
sem forças!
Eu sou energia,
ora cansada!
Eu sou um velho,
ora criança!
Eu sou um moço,
ora velho!
Eu sou uma luz,
ora apagada!
Eu sou tudo,
não sou nada!
Roberto P. Acruche

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