POETISA

 

Ter o seu amor,
que sei, ser sincero e profundo,
me encanta, e me envaidece.
É merecer muito mais
do que tudo que pedi 
ao fazer  as minhas preces.

Lendo a sua poesia,
fitando o seu retrato,
aí que me desato
com toda alegria.
Não pensei que eu teria
um amor assim por alguém,
no entanto, ele surgiu,
e me faz muito bem.

São as ações do destino
na evolução de suas proezas
proporcionando-me  à ventura
fazendo-me surpresas,
colocando no meu caminho
encantadora criatura,
que versa com ternura
e incomparável beleza.

TEMOR OU FÉ

TEMOR OU FÉ
Pela vontade de Deus, estou vivendo
desempenhando essa minha missão;
ora cheio de esperança, querendo
viver mais, ora sem inspiração.

Esses momentos dúbios eu condescendo;
possivelmente não sejam em vão!
Ciência divina, que não compreendo;
provavelmente existe uma razão.

Temor, fé, será o que estou professando?
A vida ensina, sigo suplicando...
Pela paz, alegria e salvação.

Sigo enfrentando as minhas relutâncias!
Absorvendo as minhas inconstâncias...
Pelos pecados pedindo perdão.

                          Roberto Pinheiro Acruche

DESTE MODO






DESTE MODO



                    Ela disse assim:
                    Ame-me como te quero amar,
                    Se entregue a mim como
                    Desejo entregar-me a você,
                    Deixa-me te beijar
                    Matar essa sede
                    Que você me acende
                    E me deixa louca,
                    Esmaga-me em seus braços
                    Fortes, tantas vezes,
                    Até que meus suspiros
                    Se esgotem.
                    É assim que eu te quero!
                         Roberto Pinheiro Acruche

CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO


RELÍQUIA


IGREJA DE SÃO FRANCISCO DE PAULA CONSTRUÍDA NO ANO DE  1856 POR FRANCISCO JOSÉ RODRIGUES (doador da Imagem) E JOAQUIM ALVES DA HORA,
(Com Mão de Obra dos Escravos).
Roberto Pinheiro Acruche
O primeiro Sacerdote foi o PADRE JOÃO ANTUNES DE MENEZES E SILVA

RECORDAÇÕES

RECORDAÇÕES


Passei hoje alguns momentos
relembrando o meu passado,
tantos acontecimentos...
Que acabei emocionado!
X
Foram incontáveis lutas,
atravanques enfrentados...
Desejos, sonhos, disputas,
muitos esforços doados!
X
Uma vida de histórias
e de muitos sofrimentos;
de derrotas e vitórias,
mas, sem arrependimentos!
X
Lutei em favor do bem,
por grandes realizações
e resolvido fui além...
Mesmo com perseguições!
X
Nunca fugi da batalha,
trabalho incansavelmente...
Pisei em fio de navalha
para ajudar muita gente!
X
Com maldade descabida
tentaram me derrotar;
mas, dei uma lição de vida,
da qual posso me orgulhar!
X
Não guardo ressentimento,
qualquer tipo de rancor...
Quem mal me fez, por momento,
me causando dissabor.
X
O tempo passa correndo,
a velha idade chegando...
Espero, enquanto vivendo,
poder continuar sonhando!
X
Sonho ver a minha terra
com todo o povo sorrindo...
Que a luz da vida descerra
dias cada vez mais lindo!
X
Amigos, muito obrigado,
deixo aqui o meu carinho
por estar emocionado
estou chorando sozinho!
Roberto Pinheiro Acruche

MAIS UMA SURPRESA EMOCIONANTE


MAIS UMA SURPRESA EMOCIONANTE :   Ao ver publicado no  Pavilhão Literário  Singrando Horizontes prosa de minha autoria e o comentário da Poeta e Magnífica Trovadora Carolina Ramos!

Com dezesseis livros publicados, membro da Academia Santista de Letras e da Academia Feminina de Letras,  a trovadora Carolina Ramos enveredou pela senda das trovas na década de 1960, e desde então se destacou como a primeira mulher a receber o prêmio “Magnífica Trovadora” em Nova Friburgo, no ano de 1973, com o tema “Silêncio”.

“Sempre acolho de mãos postas
E, humilde, tento aceitar
O silêncio das respostas
Que a vida não sabe dar”





De:
Carolina Ramos 
Para:
Pavilhão Literário Cultural Singrando Horizontes 




Caro Feldman. Gostei bastante da "Lenda da Bailarina" contada, em prosa e verso por Roberto Pinheiro Acruche, nosso Irmão na Trova, e publicado por você no seu Pavilhão Literário Cultural, cuja abrangência nos permite chegar a belos trabalhos como este, de alguém que eu  apenas conhecia por sua atuação no  âmbito  trovadoresco. 

Que estilo fluente, agradável e despojado tem a prosa de Acruche!

Parabéns ao autor e também a você, mais  uma vez, por seus amplos voos por sobre o campo literário,  que sempre nos trazem de retorno tanta coisa boa!
Abraço. Carolina Em seg, 8 de abr de 2019 às 03:19, Pavilhão Literário Cultural Singrando Horizontes escreve:


Ter uma obra literária publicada por José Feldman e elogiada por Carolina Ramos é uma honraria, uma glória que nos enche de emoção!
Obrigado, muito obrigado:
Roberto Pinheiro Acruche


A NOSSA CASINHA

Diga, por que isso agora?
Se durante tanto tempo
estivemos unidos
nos amamos, fomos amigos
tão queridos;
se trocamos juras, paixão,
ternura, carinho e emoção...
Por que isso agora?...
Se antes fora tão linda a nossa união!
Deixa-me entrar nesta casinha
que é tua, eu sei,
mas que também é minha.
Deixa-me senti-la de novo,
cheirar o teu cheiro,
teu cheiro gostoso.
Deixa-me invadi-la,
penetrá-la, não mais resisto, insisto...
Deixa que eu mexa e remexa como tanto fiz.
Foram tantas as intimidades, já não resisto à saudade...
Deixa que eu faça e desfaça,
como tanto pedira para que fizesse.
Deixa-me entrar nesta casinha, formosa, gostosa, mesmo sendo apertadinha,
que é tua eu sei, mas que também é minha.
Deixa-me entrar agora, sem demora,
já fazem horas que eu te peço...
Não me deixe aqui, assim, de fora...
Se ainda não está arrumada,

se está molhada, que importa?
Abra a porta, vai ser bom, me conforta...
Deixa-me entrar nesta casinha, que é tua, eu sei, mas que também, foi sempre minha!

                         Roberto Pinheiro Acruche



A FLORESTA QUE SONHEI
Bebo da fonte
escuto o vento
admiro a natureza...
Olho as árvores,
que beleza!

       Vejo uma que está mais distante
       e por um instante,
      imagino...
Qual será o seu destino?

Desde menino
sonhava plantar uma árvore
que fosse frondosa
que desse fruto
que abrigasse os pássaros
que sua folhagem
resistisse o outono,
que não tivesse dono...
       Que passasse anos e anos...
       Sem que fosse cortada,
em lenha transformada,
nem mesmo, em móveis, canoas, remos,
ou até, em piano!...

       Que em sua volta
       caíssem as sementes
surgissem os brotos
sobre a terra ardente
e à assombreasse tão somente
com outras árvores
que fossem frondosas
que dessem frutos
que abrigassem os pássaros
que suas folhagens
resistissem o outono,
que não tivesse dono...
que suportassem os anos,
que não fossem cortadas,
nem mesmo,
para serem transformadas em pianos...

       Que nos arredores
       desabrochasse uma floresta
       para que a natureza em festa
       poetizasse o som dos ventos
       o murmúrio das árvores
       a cor das flores
       engalanando a paisagem
       sustentando
a verdejante folhagem,
que sob a chuva ou a estiagem,
é suportada pelos troncos enraizados
que sulcam a terra.

E para realizar o meu sonho
plantei a semente de várias árvores,
na esperança de seu crescimento, fecundidade e frutos...

       Umas estão em fase de elevação;
germinando, com brotos florescendo;
mas ainda, longe de atingir a magnitude e produzir a floresta visualizada pela imaginação.

               Outras, infelizmente,
               nem chegaram a se aquecer
sob a luz do sol, molhar-se na chuva, ou mesmo com o orvalho no período de estiagem.

               Perderam-se sob a terra ardente!

                      Mas plantei a semente!...

               Se as que floresceram me trazem a esperança da transformação em uma mata bonita, espessa;
as que morreram me fazem amargar a consternação,
a tristeza, de não vê-las crescendo, se multiplicando,
enriquecendo a natureza.

Seria pretensioso o sonho meu,
querer que todas se salvassem
crescessem e se multiplicassem?

Ou quem sabe uma heresia?

Pois mesmo as árvores
plantadas por Deus,
morrem, são cortadas, queimadas,
impiedosamente dizimadas...

Inclusive, uma delas,
foi utilizada para crucificar o Divino.

       Não seriam as cultivadas
       por um simples e mortal menino, sonhador,
que iriam sobrepor - o destino,
definido para cada invenção do Criador.

Seja lá o que for!...
Vou continuar acreditando
que posso fazer, e ainda ver florescer,
a floresta verdejante,
com árvores frondosas
que dão frutos
que abriguem pássaros
e suas folhagens
resistam o outono,
que não tenham dono
que suportem os anos
que não sejam cortadas
nem mesmo,
para serem transformadas
em pianos...

        Roberto Pinheiro Acruche.


LABAREDAS

Espero-te!
Meu corpo arde em chamas
muito além do suportável...
A saudade de ti
invade-me com imensurável loucura!
Volte, como sempre:
Poderosa, alucinada, insana...
Quero os teus beijos, teu colo, teu cheiro, teus desejos.
Venha com toda a tua excitação...
em busca do amor...
queimando de paixão. 


                                                         Roberto Pinheiro Acruche


Quem Sou eu

Eu sou um caso,
um ocaso!
Eu sou um ser,
sem saber quem ser!
Eu sou uma esperança,
sem forças!
Eu sou energia,
ora cansada!
Eu sou um velho,
ora criança!
Eu sou um moço,
ora velho!
Eu sou uma luz,
ora apagada!
Eu sou tudo,
não sou nada!
Roberto P. Acruche

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