AMOR ETERNO
Foram tantas, as juras que trocamos,
com suaves palavras e verdade,
que firmados nesta sinceridade...
Em nosso caminho continuamos!
Os cruzamentos e nossos enganos,
cada tropeço e adversidade,
fizeram de nossas juras, saudade...
Nada mais restando do que sonhamos.
Temendo submergir na memória,
os lindos momentos de nossa história...
Guardei-os, escritos, neste caderno...
E ao relê-lo, o que faço lentamente,
com os olhos molhados e um tanto ardente,
jurando-te o meu amor eterno.
Roberto P. Acruche
AMOR ETERNO
A NOSSA CASINHA
A NOSSA CASINHA
Diga, por que isso agora?
Se durante tanto tempo estivemos unidos
nos amamos, fomos amigos
tão queridos;
se trocamos juras, paixão,
ternura, carinho e emoção...
Por que isso agora?...
Se antes fora tão linda a nossa união!
Deixa-me entrar nesta casinha
que é tua, eu sei,
mas que também é minha.
Deixa-me senti-la de novo,
cheirar o teu cheiro, teu cheiro gostoso.
Deixa-me invadi-la, penetrá-la, não mais resisto, insisto...
Deixa que eu mexa e remexa como tanto fiz.
Foram tantas as intimidades, já não resisto à saudade...
Deixa que eu faça e desfaça,
como tanto pedira para que fizesse.
Deixa-me entrar nesta casinha, formosa, gostosa, mesmo sendo apertadinha,
que é tua eu sei, mas que também é minha.
Deixa-me entrar agora, sem demora, já faz horas que te peço...
Não me deixe aqui, assim, de fora...
Se ainda não está arrumada, se está molhada, que importa?
Abra a porta, vai ser bom, me conforta...
Deixa-me entrar nesta casinha, que é tua, eu sei, mas que também, foi sempre minha!
Roberto P. Acruche
JESUS O SALVADOR
JESUS O SALVADOR
Nasceu de Maria um Menino
numa manjedoura em Belém de Judá.
Diziam ser ele o Divino
que viera ao mundo para nos salvar.
Temendo o poder do Rei Salvador
Herodes o perseguiu...
Precisava ser livrar do Redentor
que com os pais, para o Egito seguiu.
Os tempos passaram e o pobre Menino
profissionalizou-se carpinteiro.
Para cumprir a Sua missão,
tornou-se peregrino...
Em suas andanças
curou velhos e crianças
e mortos ressuscitou.
Morreu na cruz
Mataram Jesus
A Nossa Única Esperança!
Roberto P. Acruche
MEMÓRIA CULTURAL
Neste local, onde o muro já está em ruina, desabou no ano passado, um centenário e imponente sobrado. O Município e Gargaú estão perdendo a sua história.
OBRAS DO PARQUE EÓLICO CONTINUAM AVANÇANDO
TRISTE DESTINO
De bar em bar
tentou afogar suas dores
seus ódios e rancores
mágoas, agonias e dissabores...
De bar em bar
buscou encontrar
forças pra viver
motivos pra continuar...
mais um trago beber.
De bar em bar
buscou encontrar um amigo
saíu desiludido
sem ter em quem amparar.
De bar em bar
bebeu...bebeu...bebeu...
desfaleceu
o tempo perdeu
até não mais poder
ir de bar em bar...
Roberto P. Acruche
ROYALTIES PARA SÃO FRANCISCO CONTINUA SENDO UM SONHO!
A injustiça sofrida pelo Município de São Francisco de Itabapoana, quanto à divisão dos royalties, amplamente citada e discutida, vai continuar perdurando enquanto a questão for tratada, apenas visando os interesses políticos e de forma amadora entre pessoas que não têm conhecimento de causa; e debatida na maioria das vezes longe do fórum competente, ou tratada por especuladores e oportunistas que querem tirar proveito do fato. O critério adotado é completamente injusto; todo mundo sabe; e estamos falando sobre o assunto há muitos anos. Os estudos para definição das linhas foram feitos de “sopapo”; já denunciamos isso; o técnico contratado para sua elaboração, professor de importante universidade instalada na cidade do Rio de Janeiro, não teve tempo ideal para a sua realização, mas visível preocupação de atender, provavelmente recomendações, para beneficiar alguns setores. Na verdade, o prejuízo em princípio não estava direcionado ao Município de São Francisco, que na época nem existia, e sim a São João da Barra que durante anos o amargou. Poderíamos ter avançado e muito na questão, no entanto, as indevidas intromissões, com mudanças de rotas, atrapalharam na solução do problema. Enquanto isso; continuamos na estaca zero, e vamos continuar colecionando promessas de certos candidatos e somando essas a dezenas de outras acumuladas por todos esses anos. As modificações dos critérios, independente de estudos, passam por modificações na legislação, o que não interessa aos beneficiados de hoje; e muito menos aos políticos, pois seria trocar “um milhão por um tostão”.
A PRIMEIRA TORRE JÁ ESTÁ MONTADA
VENTO
Sopra vento, sopra...
Faça rodar os cata-ventos
mostra a sua força
a sua energia
dá-se a conhecer;
ponha-se às claras
manifesta
o seu valor
a sua importância.
Venha
com abundância
se exponha;
vença as montanhas
sobreponha as florestas
corte as planícies
sopre a brisa do mar.
Não pare de soprar!
Venha das bandas do sul ou do norte
mostra quanto és forte...
Deslumbra a sua magnificência
movimenta esta máquina
com imponência
faça-a rodar...
Girar, girar... sem parar!
Roberto P. Acruche
ATAFONA

ATAFONA
Quantas lembranças trago
do mar, das pescarias,
das festas da Penha
de muitos dias de alegrias.
Atafona é mágica, é inspiração, é beleza,
deslumbramento da natureza.
A foz do Paraíba,
a antiga Estação
os carnavais do Atafona,
quanta recordação!
Homenageá-la com um poema
seria uma ousadia,
pois a cada dia,
Atafona,
é uma nova poesia!
Ver o rio beijar o mar
o mar espraiar na areia,
barcos a navegar,
no amanhecer o sol raiar,
a lua no céu surgir...
São imagens tão bonitas
que não podem ser ditas
sem que o peito sinta
o choque da emoção.
Ao invés da poesia
deixo a minha declaração
de amor... De profundo amor
e eterna gratidão!
Atafona é parte da minha vida
é parte da minha história...
E mesmo estando distante
não a esqueço, um só instante,
está esculpida na memória.
Roberto Pinheiro Acruche
NOSSO BLOG RECEBE DIÁRIAMENTE VÁRIOS POEMAS POESIAS E TROVAS VINDAS DE DIVERSOS RECANTOS DO BRASIL
Quero o acalanto que cala Antes que o dia dispare -=-=-=-=-=-=-=-= FUGA COMICHÃO DE FRENTE. – Edmar Japiassú Maia/RJ – A Escola evolui com tal agrado, com as alas perfeitas na harmonia, que a expectativa pelo resultado encheu os componentes de alegria... Na apuração, a nota de um jurado tornou, porém, a situação sombria, pois foi-lhe um ponto, sem razão, roubado, e um sentimento de revolta ardia... Grudada na TV, a Escola inteira via, atenta, o “replay” e...de repente, aparece no vídeo o Zé Coceira que, agoniado pela comichão, a desfilar na Comissão de Frente, coçou “a coisa” em frente à Comissão! COE(A)RÊNCIA. – Olympio Coutinho/MG – Quando alguém chegar perto de você e lhe pedir um abraço não pense que ele sofre de carências afetivas ou coisas semelhantes. Os carentes, geralmente, não abraçam ninguém. Se isolam em mesas de bares, percorrem as ruas, se encostam nas esquinas da vida e se compensam em noites infernais. -=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=- SE VOLTARES... -=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-= FUJO EU SOU PARADOXAL. – Miguel Russowsky|SC – Eu não posso levar uma vida tranqüila por ser paradoxal. E digo sem receio que rezo sem ter fé, para um Deus que não creio. Duvidar me faz bem, mas também me aniquila. Por ser paradoxal, minha vivência oscila, entre inferno bonito e o paraíso feio. Há pecados demais com virtudes no meio. No esplendor de meus sois, luz alguma cintila. Por ser paradoxal, sempre fiz da esperança uma idéia gentil perpetuamente em guerra, que, sem se definir, recua quando avança. Felicidade , a minha, eu juro que consiste, durante esta fugaz passagem pela terra, em ser um palhacinho alegremente triste. -=-=-=-=-=-=-=-=-=-= A BELEZA DA VIDA. -=-=-=-=-=-=-=-=-=-= ODE A BERNARDO TRANCOSO. – Clarisse Barata Sanches/Portugal – Bernardo Trancoso, Poeta brilhante! Merece os aplausos que lhe são devidos, por ter na Internet lá sítio importante, aonde possamos ser mais conhecidos! Lugar de recreio... e acariciante, de lindos sonetos de amor revestidos; seu estro inspirado, superabundante, é de ouro aquarelas e sonhos queridos! Um dia, a passeio, me surge o jardim... e logo a minha alma pulsou de carinho, ao ver ali Anjos cantando pra mim!... Estrofes luzentes, entre elas caminho... sonetos tão belos! Sonetos sem fim! Bem-haja, Bernardo, por este cantinho!
O clamor do coração,
Eu quero ouvir sua fala
Sussurrando em meu ouvido
Juras de amor e paixão!
Quero o abraço que enlaça,
Como um laço dado em nó,
Eu quero vinho na taça,
Ver você, toda sem graça,
Ser todinha, minha só!
Quero sentir a alvorada
Chegando bem de mansinho
Acendendo o nosso ninho
Ao romper da madrugada!
Quero ouvir a passarada
Pousada nos mangueirais,
Arruaças de pardais
Anunciar novo dia
Com seus cantos matinais!
E nesse exato momento,
Suplico em juramento,
Rogo que o tempo pare,
Não acabe nunca mais!
Eu queria dormir e não pensar em nada,
Apagar os pensamentos,
Descansar nas asas do vento,
Fechar as portas do coração,
Não saber quando acordar.
Quero entender as dores,
Aceitar suas imposições,
Sorrir da falta do meu sorriso,
Driblar a infelicidade...
Descansar nos travesseiros
macios dos querubins,
Brincar com meus fantasmas,
Conviver com o silêncio dos mortos...
e tampouco no amanhã...
Navegar pelo paraíso perdido,
onde o desejo estivesse
ao meu alcance, sem precisar
ficar à procura de nada...
Sem nada querer e sem nada perder...
Diluir-me nas asas do tempo,
Encontrar-me com fadas e duendes...
o que fui ou o que poderei vir a ser...
Queria voar, voar, voar,
até fugir de mim...
Perder -me no infinito de um
sonho e ficar lá para sempre!
A dor
renasce em mim
a cada dia,
quando acordo,
e te vendo
a meu lado,
tento falar-te,
tento tocar-te,
e não consigo,
pois estás
a milhões
de anos-luz
distante
de mim.
– Rogaciano Leite/PE –
Como o sândalo humilde que perfuma
o ferro do machado que lhe corta,
hei de ter a minh'alma sempre morta
mas não me vingarei de coisa alguma.
Se algum dia, perdida pela bruma,
resolveres bater à minha porta,
em vez da humilhação que desconforta
terás um leito sobre um chão de pluma.
Em troca dos desgostos que me deste,
mais carinhos terás do que tiveste
e meus beijos serão multiplicados...
Para os que voltam, pelo amor vencidos,
a vingança maior dos ofendidos
é saber abraçar os humilhados.
– João Justiniano/BA –
A beleza da vida está na própria vida,
nas flores do jardim, no fruto do pomar.
No amanhecer do dia, o sol vindo do mar,
ou da várzea, da serra - eterno na subida.
A beleza da vida está no conjugar
os rios, a floresta, e a comprida avenida...
Pista e velocidade, os pneus a rolar!
Ou, no espinho e na rosa? Ou na idade vivida?
A beleza da vida – o homem no trabalho,
no campo ou na cidade. A enxada. A pena. O malho.
Mover de sonho e fé, de luz, de cabedais.
A beleza da vida – o todo na impulsão
de tudo que se move. O amor, o coração...
O destino da paz, a paz. A íntima paz!










