IDEALISMO - POEMA DE ODMAR LEITE LINHARES EM HOMENAGEM A ROBERTO ACRUCHE
MISSA REZADA EM TROVAS
FAVELA
FAVELA
Favela
Aquarela
Vida Amarela
No Morro ou na Periferia
Ora é alegria
Ora e tristeza,
Fome, pobreza...
Ora é realeza!
Gente que com esperteza
Dribla a sorte
Escapa da Morte
Tem que ser forte
Faz carnaval!
Favela
Festival...
De sonhos e esperança
Mesmo quando não alcança
Vencer o carnaval.
Favela...
Do bem e do mal
Onde se faz poesia
Da pobreza e da tristeza
Transformando em alegria
A triste realidade
Com tanta verdade
Que aonde ninguém queria viver
E vive sem querer
Precisa viver
Pra vida vencer
E não deixar morrer
Os sonhos, a esperança,
E como tal
O Carnaval.
Roberto P. Acruche
NÃO ESPERE
CENTENÁRIO DE NOEL ROSA NA PEDRALVA
LÁGRIMAS DESAUDADE
Enxadeiro, trabalhador,
Pega na enxada fio!
Fio home tem que se trabaiadô!
Ocê já tá cum dez ano,
Já percisa trabaiá,
Di modo seu pai judá
Criá os fios menó.
Oia só...
Seusirmão...
Antonho cum quasi nove ano...
Margarida cum oito,
Chiquinho cum seti...
Parmiro vai fazê seis...
Isaura tá quasí cum cinco...
Manezinho vai pra quato...
Porcina tá quasi cum dois
E dispois, ta inté chegando
Unzinho.
Quando ôcê mais crecê
Vai tomá conta do roçado
Qui fica daquele lado
Pras banda du norte.
E si tivé sorte
Vai morá cum uma cabocla
Qui já inté sabi faze sopa
Di modo ocê janta.
Mas meu fio...
Vô ti falá, aprêndi rezá
Pra ocê firmá trato cum nosso sinhô
Si não os marvado
Vão ti botá olhado.
Lembro quando eu era mínino piqueno
Iguarzinho ocê,
Qui meu pai foi mi benzê
Pra mi protegê
Lá na igreja du seu padre
São Jorge mi deu vigilânça
E eu desdi criança
Trabaio... Trabaio... Trabaio...
Fiz nossa cazinha de palha
Mas nun atrapaia nos vivê.
Só quero tudinho fazê
Pra quando morrê
Do sinhô recebê
As chave do céu.
Vô ficá perto da lua
Ondí São Jorge já mora
Mesmo imbora
A lua tem hora
Num sei purquê
Num dexa a gente
São Jorge vê.
Quandu eu tivé lá em cima
Oiando aqui pra baxo,
Acho, que vô chorá de sardade,
I minha lágrima vai se tanta
Que vai molhar as planta
Dí modo ela crescê.
Ocê vai vê.
Roberto Pinheiro Acruche
MENSAGENS RECEBIDAS
POR MAIS QUE SEJA PROFUNDO
O GOLPE QUE A DOR DESFERE,
NÃO HÁ NADA NESTE MUNDO
QUE O VENCEDOR NÃO SUPERE.
PRA QUE EU NÃO SEJA SOMENTE
UM AÇUDE DE ÁGUAS MORTAS,
QUERO VOCÊ COMO ENCHENTE
LAVANDO AS MINHAS COMPORTAS.
AO CONTRÁRIO DOS ATEUS
EU PENSANDO SEMPRE ESTOU;
DEUS SEM MIM É SEMPRE DEUS
E EU SEM DEUS O QUE É QUE SOU?.
Gearaldo Amancio Prereira-CE
Roberto, Obrigado pelo envio e parabéns pela sua trova de Natal.
Gostei muito dela e comparto pessoalmente com o que foi dito.
Abraços, Alberto Fioravanti
Minha saudade e alegria
no Natal é recordar
do amor que meu pai trazia
quando vinha me abraçar!
Roberto Pinheiro Acruche -
Cadeira velha!...Esquecida,
sem dono e sem mais ninguém,
só a saudade atrevida
reclama a ausência de alguém!
Morre a tarde!...E ao fim do dia,
na imagem do sol poente,
há tintas de nostalgia
do fim da tarde da gente!
Abraços,Prof Garcia.-RN
Suas páginas de divulgação da Trova prestam um grande serviço ao Movimento Trovadoresco Brasileiro e à nossa UBT. Parabéns!
Natal!
Guarda sempre esta mensagem
Feliz Natal! E meu fraterno abraço.
ILUSÃO
ILUSÂO
As pessoas me perguntam:
- Afinal, onde está aquele grande amor,
aquela paixão tão intensa, tão bonita,
que te deixava risonho, radiante,
um legítimo modelo de felicidade?
Daí, esboçando um sorriso, respondo:
- Tudo, como na vida,
um dia acaba
e o tempo germina o esquecimento...
Não existe mais nada,
Terminou.
Ah... Quem me dera fosse verdade!...
Que nada mais existisse...
Que livre desse amor me visse...
Eu não esboçaria esse sorriso triste,
não sentiria essa saudade
que me lanha o peito,
que me transforma,
que me faz desse jeito...
Autêntico modelo de infelicidade!
Roberto Pinheiro Acruche
XL JOGOS FLORAIS DE NITERÓI
Difícil é enumerar a participação de tantos Trovadores e relatar a beleza, a organização, à extraordinária confraternização durante os XL Jogos Florais de Niterói-RJ. O Presidente Milton Nunes Loureiro foi alvo de justas e merecidas homenagens.
QUANDO
Quando as gotas d’água
romperem as pedras dos meus caminhos,
cicatrizarem no meu peito as feridas
provocadas pelos espinhos
da desilusão...
Quando o tempo
arrancar do meu coração
as seqüelas da falsidade
e a perfídia for tragada
pela fidelidade...
Quem sabe,
encontrarei razão para viver
e os meus versos
falarão de um outro amor?
Roberto Pinheiro Acruche





